| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Thraupidae |
| Cabanis, 1847 | |
| Subfamília: | Thraupinae |
| Cabanis, 1847 | |
| Espécie: | T. fastuosa |
Ameaçado de extinção
A saíra-pintor (Tangara fastuosa) é uma ave passeriforme da família Thraupidae.
Conhecida localmente em sua região de ocorrência como pintor, pintor-verdadeiro e saíra-sete-cores-do-nordeste. Encontra-se ameaçado de extinção devido á forte pressão de caça para abastecer o comércio ilegal de aves silvestres e também à degradação de seu habitat
Seu nome científico significa: do (tupi) Tangará do (tupi) ata = andar; e carã = em volta; e do (latim) fastus = orgulho; fastuosa, fastuosus = orgulhoso, altivo.⇒ Dançarino orgulhoso.
Mede por volta de 13 cm e é um dos poucos traupídeos que apresentam tons de roxo-violeta e alaranjado na plumagem. Há um dimorfismo sutil entre os sexos, que para olhos mais treinados resolvem os problemas para a sexagem em campo. Basta expor as aves sob a luz do sol, quando recém coletadas na Natureza para estudos e soltura, e olhando-se atentamente de cima, nota-se claramente a tonalidade azul-clara metálica da cabeça do macho, diferente da fêmea, que possui tonalidade verde-amarelada metálica. Outro detalhe é que quase sempre os machos possuem cabeça um pouco maior que a das fêmeas.
Não possui subespécies.
Geralmente de setembro a dezembro. Ninho em forma de taça, mas há relatos de ninhos semi-fechados, muitas vezes feitos com folhas de várias plantas da família das taquaras, e postura média de 2 a 3 ovos, tendo 2 a 3 ninhadas por temporada. Estes ninhos são geralmente construídos dentro de bromélias epífitas em árvores relativamente altas.
Os filhotes e imaturos apresentam plumagem de coloração verde-oliva uniforme.
Vive em ambientes que vão desde matas bem preservadas a outras severamente transformadas, entre elas zonas costeiras de restinga, florestas úmidas e áreas do Rio Grande do Norte conhecidas como tabuleiros. Alguns fragmentos de mata que ainda restam nos grotões de propriedades das usinas de cana-de-açúcar do Nordeste tem sido verdadeiros refúgios para a espécie. Por vezes freqüenta pomares, próximos às pequenas matas nativas onde ainda subsiste precariamente. Diferente de sua congênere do Sul e Sudeste, a saira-sete-cores (Tangara seledon), o pintor-verdadeiro quase não é visto em bandos mistos, sendo mais comum em pequenos grupos familiares. É agressivo e territorialista. Pode ser atraído pela imitação de Glaucidium brasilianum como constatado em Sirinhaém, Pernambuco.
É um endemismo notável do Nordeste brasileiro; sendo restrito principalmente no litoral dos estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, havendo relatos para o estado de Sergipe. Segundo alguns pesquisadores, no intuito de diminuir a ameaça de extinção que paira sobre essa espécie, muitas aves capturadas ao tráfico, foram soltas em áreas não divulgadas, onde quase não existem outros traupídeos; como algumas reservas do Centro-Oeste e mesmo em algumas ilhas do litoral brasileiro. Infelizmente a introdução desta espécie em outros ambientes pode ocasionar consequências não previstas. Lembremos que a introdução de qualquer espécie exótica em um ambiente que não o seu pode prejudicar em vez de ajudar a biodiversidade.